CAMINHO ESTREITO




1 Coríntios 6:9
Não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não vos deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem os que se entregam a práticas homossexuais de qualquer espécie,

Efésios 4:19
Havendo perdido toda a sensibilidade, eles se entregaram a um estilo de vida depravado, cometendo com avidez toda a espécie de impureza.

2 Pedro 3:3
Antes de tudo, considerai atentamente que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores anunciando suas zombarias e seguindo suas próprias paixões.

Mateus 24:51 E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes. 


Irmãos em Cristo,

Tenho persistido em obedecer ao mandamento de nosso amado mestre eterno Jesus Cristo, conforme Marcos 16:15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Em geral a Palavra de Deus é bem recebida pelas pessoas, mas infelizmente os afazeres deste mundo e mesmo a falta de perseverança para se libertar dos vícios e da fraqueza impede que muitas almas busquem o pronto socorro espiritual que é a igreja de Cristo.
Fico mesmo inconformado em ver como tantos estão mergulhados na miséria, miséria no sentido de uma vida vazia, fútil, sem perspectivas, com todas as portas e oportunidades se fechando em seus rostos, convivendo indefinidamente com os mesmos e crônicos sofrimentos...
Então eles nos pedem que oremos por eles. 
Tenho orado, tenho intercedido, Deus bem o sabe, mas estes pecadores que estão escravizados e presos em prisões que eles mesmos constroem e vão fortalecendo estas prisões conforme vão se amedrontando e se entregando inteiramente à concupiscência, à imoralidade, aos vícios no álcool, nas drogas, à vida perdida diante da televisão ou na internet...Eles mesmos vão construindo suas prisões, vão se enclausurando, vão se distanciando de Deus.
Isso torna cada dia que passa mais difícil  resgatá-los da escravidão do pecado, que leva à morte.
 
Quanto mais eu conheço as pessoas, mais me admiro da sabedoria de nosso eterno mestre Jesus Cristo. Na parábola do semeador, Ele já nos define como é o coração do povo: 
(Marcos 4: 3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
4 E aconteceu que semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram;
5 E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda;
6 Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se.
7 E outra caiu entre espinhos e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto.
8 E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem.)


Nós que levamos a Palavra de Deus somos os semeadores, os pecadores são os solos desconhecidos e imprevisíveis. A palavra de Deus é a semente da vida. 
Conforme ensinou Jesus, muitos são os que ouvem a Palavra, até se emocionam, mas logo os cuidados e afazeres do mundo fazem com que se esqueçam do que lhes foi ensinado e se afastam de Deus. 
Tem também muito espinheiro por todo lado, pessoas que não querem ouvir a verdade, não querem se afastar de seus pecados, e outro tanto que não pensa no futuro, só quer viver o agora e dizem "quando eu ficar mais velho talvez eu procure Deus, agora tenho que curtir a vida".
Esquecem-se que a morte pode chegar a qualquer segundo, num piscar de olhos, sem que tenham tempo de implorar perdão e aceitar Jesus como Salvador. 
E tantos são os que morrem sem estar sob a proteção de Cristo. É muito triste.
Tem ainda os escarnecedores, os que zombam da Palavra de Deus e de Cristo, zombam dos crentes, julgam a todos pelos erros de uns poucos. Pior são os incrédulos, os que se dizem ateus ou os que não têm qualquer tipo de crença espiritual. Vivem somente pela carne e para a carne.

O caminho é estreito, não só para a salvação, mas também para a pregação da Palavra e para se levar uma vida digna de verdadeiro cristão, não é fácil.
Quando alguém diz que é católico, ou espírita, nada lhe é cobrado. Ele está liberado, (aos olhos de julgamento das pessoas em geral, da opinião pública), para fazer o que quiser, para beber, fumar, se prostituir. Ninguém vai jogar-lhe no rosto "você, um católico, ou um espírita, fazendo isso?" Para todos os que não são evangélicos (crentes, protestantes) tudo está totalmente liberado. 
Ninguém os julga.
Já os cristãos evangélicos, se cometerem um mínimo deslize, instantaneamente são crucificados e apedrejados... pelos pecadores. Qualquer um se julga no direito de apontar o dedo para o cristão e o acusar, o julgar.
Mas, Cristo já dizia que somos o sal do mundo e temos que fazer a diferença.
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Assim como eu estou  sentindo minha alma tão angustiada pelo avanço do pecado, pelo crescimento da apostasia, pela opção das pessoas em adorar ídolos e viver no pecado, creio que muitos outros irmãos em Cristo também se sentem assim. 
Ou será que somente eu tenho esta sensação de grande dificuldade para conseguir arrancar o pecador de seu mundinho fechado de pecados de estimação?
As igrejas estão por todo lado, os obreiros de Cristo se esforçando para salvar as almas, e o que vemos? O desinteresse crescente do povo pela presença de Deus.
Quando estou indo de casa para a igreja (para os cultos), passo em frente a muitos bares que estão lotados, infestados de pecadores que não admitem sequer ouvir falar em Jesus, em arrependimento, em mudança de vida. Eles querem aquela vida, de farra e bebedeira. 
Vejo também muitas famílias, às vezes assentados em cadeiras na calçada,  na frente de suas moradias, ou assistindo tv. Estes também não querem buscar Deus, não se animam em sair daquela mesmice e prestar adoração ao Deus que lhes dá vida e sustento. 
Passo também diante de várias igrejas antes de chegar à que estou frequentando e em todas vejo muitos assentos (cadeiras, bancos) vazios. O mesmo acontece na minha igreja. Muitos bancos vazios.
Então nós oramos e intercedemos tanto pelos irmãos presentes no culto, pelos que estão ausentes (sic),pelas famílias,  pelos vizinhos, pelo bairro, pela cidade, pelos doentes nos hospitais, pelos detentos nas prisões, pelos nossos governantes, pelo nosso país,  pelos obreiros das igrejas de Cristo de um modo geral, independente de placa ou nomenclatura. 
Louvamos e adoramos ao nosso Deus, no nome de Jesus Cristo. 
Ouvimos a Palavra do dia, e oramos e agradecemos. 
Então saímos leves, bem dispostos, renovados na fé e na unção de Deus. 

No meu caminho de retorno vejo muitos bêbados que estavam nos bares indo embora para casa, alguns totalmente embriagados, andando em ziguezague ou cambeteando. Alguns ao nos verem dão um sorriso e nos cumprimentam com palavras ininteligíveis. 
Vejo também as mesmas pessoas que estavam assentadas na frente de suas moradias ainda ali, na maioria fofocando ou mexendo nos celulares. Vejo ainda muitas tvs ligadas e muitos continuam ali, hipnotizados, como estavam quando eu fui cultuar a Deus.
Que grande perda de tempo estão tendo estas pessoas. 
Poderiam ter ido a um templo cultuar ao nosso Deus, buscar fortalecimento, buscar perspectivas de vida; e no entanto, ficam ali, paradas no tempo, deixando sua breve vida de escoar por entre seus dedos.
Mas, não devemos desanimar. O quadro é preocupante, então cada alma ganha para Cristo é uma vitória gratificante.
E sabemos que temos o Espírito Santo a nos capacitar e fortalecer, a nos dar sabedoria, a nos envolver em sua unção.

Então, irmãos, concluo este desabafo conclamando aos que pregam e divulgam a Palavra de Deus que não se deixem abater. 
A luta é renhida, é difícil, mas nosso capitão é Cristo, e ele não perde nenhuma batalha.
Paulo nos ensina a sermos imitadores de Cristo, então, fiquemos firmes na obediência à Palavra de Deus e busquemos nos fortalecer na comunhão com o Espírito Santo, o qual é nosso cicerone e preparador, capacitador. 
É aquele que renova nossas forças e nossa fé.


Marcos 13:
35 Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,
36 Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
37 E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai.




Glórias a Deus. Aleluias 
Glória ao Pai, Filho e Espírito Santo.
Amém.

Missionário Virtual Geraldo de Deus                        2014 outubro, 30

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MÚSICA


JOÃO 8:32  E conhecereis a verdade, e a verdade  vos  libertará.





Se não estou muito enganado, a maioria das pessoas conhece muito pouco de música. É importante conhecer corretamente um assunto que tem tanto a ver com o povo de Deus, que usa a música como forma de louvor, adoração e evangelização.
Abaixo faço um apanhado sobre alguns tópicos referentes à música de uma forma geral e no final uma análise da música gospel e suas implicações na vida do cristão.  É algo bem superficial, mas importante para analisarmos e pensarmos, meditarmos no assunto.



Handel foi um compositor ligado à adoração de Deus



História da Música
 Quando ouvimos uma música executada por uma orquestra, o termo música clássica é empregado em dois sentidos diferentes. As pessoas às vezes, usam a expressão ‘música clássica’ considerando toda a música dividida em duas grandes partes: ‘clássica’ e ‘popular’.
Para o estudioso ou musicólogo, entretanto, ‘Música Clássica’ tem sentido especial e preciso: é a música composta entre 1750 e 1810, que inclui a música de Haydn, Mozart, Beethoven e outros. As composições de outros autores, não podem ser consideradas clássicas. Ouvir Bach ou Vivaldi significa dizer que estamos ouvindo música barroca, se referirmos a Chopin, Verdi ou Wagner estaremos ouvindo música do período romântico. Se quisermos generalizar, pudemos dizer que gostamos de música Erudita. Estudemos um pouco mais...
Não falaremos da música dita popular com as suas várias definições, pois essas podem levar o sujeito a estados de muita alegria ou mesmo de grande depressão. Aquelas que falam do amor entre homem e mulher podem ilustrar o que estamos querendo dizer. Podem causar entusiasmo de alegrias ou levar o sujeito a cometer erros em nome desse amor; pode elevar o sentimento como, pode também rebaixá-lo a ponto de deixá-lo na sarjeta.
A música Erudita em todos os seus períodos tende a levar o sujeito ao equilíbrio, pois, uma onda sonora causa mudanças na pressão do ar na medida em que se move através dele. Desta forma, quando os temas musicais fluentes, diminuem a velocidade da pulsação do coração e da respiração, você mergulha em um mundo de harmonia que lhe transmite paz, tranquilidade e relaxamento.
Composições cheias de tranquilidade evocam as imagens que vão até as fronteiras de sua percepção, comovendo você profundamente. Por isso, quando você ouve um “canto Gregoriano” ou uma música mais tranquila (harmônica), você tende a se acalmar e a entrar num estado de relaxamento e reflexão. Por isso, muitas pessoas ao ouvirem música dessa natureza sentem sonolência devido ao relaxamento dos músculos provocado pelo ar rarefeito.
Há alguns anos atrás, vimos no programa Fantástico da TV Globo uma pesquisa feita por cientistas nos Estados Unidos, onde eles colocaram dentro de quartos separados, plantas com flores que tinham sido germinadas, crescidas e dado flores ao mesmo tempo. Em um ambiente, as plantas ouviam músicas barrocas e no outro, as plantas ouviam música do tipo rock metal. Após vinte e quanto horas e com o acompanhamento de quadros feitos pela câmera, pudemos observar, na medida em que o tempo passava que as que ouviam rock foram murchando e as outras ficaram mais viscosas como se estivessem mais alegres.
Divaguemos um pouco mais sobre a música erudita para melhor compreensão:
Entre os vestígios remanescentes das grandes civilizações da antiguidade, foram encontrados testemunhos escritos em registros pictóricos e escultóricos de instrumentos musicais e de danças acompanhadas por música. A cultura sumeriana, que floresceu na bacia mesopotâmica vários milênios antes da era cristã, incluía hinos e cantos salmodiados em seus ritos litúrgicos, cuja influência é perceptível nas sociedades babilônica, caldéia e judaica que se assentaram posteriormente nas áreas geográficas circundantes. O antigo Egito, cuja origem agrícola se evidenciava em solenes cerimônias religiosas que incorporavam o uso de harpas e diversas classes de flautas, alcançou também alto grau de expressividade musical.
Na Ásia onde a influência de filosofias e correntes religiosas como o budismo, o xintoísmo, o islamismo etc. foi determinante em todos os aspectos da cultura; os principais focos de propagação musical foram as civilizações chinesa, do terceiro milênio antes da era cristã e indiana.
O ocidente europeu possuía uma tradição pré-histórica própria. É bem conhecido o papel preponderante assumido pelos druidas, sacerdotes, bardos e poetas, na organização das sociedades celtas pré-romanas.
A tradição musical da Anatólia, porém, penetrou na Europa através da cultura grega, cuja elaborada teoria musical constituiu o ponto de partida da identidade da música ocidental, bastante diversa da do Extremo Oriente.
A música americana pré-colombiana possui acentuado parentesco com a chinesa e a japonesa em suas formas e escalas, o que se explica pelas migrações de tribos asiáticas e esquimós através do estreito de Bering, em tempos remotos. Finalmente, a cultura musical africana não árabe peculiariza-se por complexos padrões rítmicos, embora não apresente desenvolvimento equivalente na melodia e na harmonia.
Ao redor de 500 anos D.C. a civilização ocidental começou a emergir do período conhecido como A Idade Escura. Durante os próximos 10 séculos, a Igreja católica recentemente emergida dominaria a Europa, enquanto administrando justiça, instigando "as Cruzadas Santas" contra o leste, estabelecendo Universidades, e geralmente ditando o destino da música, arte e literatura.
Dessa forma classificou  a música conhecida como canto gregoriano que era a música aprovada pela Igreja. Muito posterior, a Universidade de Notre em Paris viu a criação de um tipo novo de música chamada organum. Foi cantada a música secular por toda parte na Europa pelos trovadores e trouvères de França. E foi durante a Idade Media que a cultura ocidental viu a chegada do primeiro grande nome em música, o de Guillaume Machaut.
Diante do exposto, podemos dividir a história da música em períodos distintos, cada qual identificado por um estilo. É claro que um estilo musical não se faz da noite para o dia. É um processo lento e gradual, sempre com os estilos sobrepondo-se uns aos outros. Mas, para efeito de classificação, costuma-se dividir a História da Música do Ocidente em seis grandes períodos:


Durante muito tempo, a música foi cultivada por transmissão oral, até que se inventou um sistema de escrita. Por volta do século IX apareceu, pela primeira vez, a pauta musical. O monge italiano Guido d’Arezzo (995 - 1050) sugeriu o uso de uma pauta de quatro linhas. O sistema é usado até hoje no canto gregoriano.
A utilização do sistema silábico de dar nome às notas deve-se também ao monge Guido d'Arezzo e encontra-se numa melodia profana, hino que os meninos cantores entoavam ao padroeiro dos músicos São João Batista, para que os protegesse da rouquidão, cada linha da qual começava com uma nota mais aguda que a anterior. Associou à melodia a um texto sagrado em Latim, cuja primeira sílaba de cada linha podia dar o nome de cada nota da escala musical.
Ut queant laxit
Ressonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solvi polluti
Labii reatum
Sancte Ioannes
Cuja tradução é: Para que nós, servos, com nitidez e língua desimpedida, o milagre e a força dos teus feitos elogiemos, tira-nos a grave culpa da língua manchada São João.

Durante o século XIX, o sistema de Guido foi adaptado para transformar-se no sol - fá tônico dos nossos dias, e usado para ensinar não músico a cantar música coral. Foi nessa época que alguns tons foram reformulados de modo a facilitar o canto. Ut tornou-se  e SA tornou-se SI (iniciais de Sancte Ioannes)
O tipo de música mais antigo que conhecemos consiste em uma única linha melódica cantada, sem qualquer acompanhamento. Este estilo é o chamado Cantochão ou Canto Gregoriano. Com o passar do tempo acrescentou-se outras vozes ao cantochão, criando-se as primeiras composições em estilo coral.
Além do Cantochão, cantado nas igrejas, produziam-se na Idade Média muitas danças e canções. Durante os séculos XII e XIII houve intensa produção de obras em forma de canção, composta pelos trovadores, poetas e músicos do sul da França e Itália.
As danças eram muito populares em festas e feiras e podiam ser tocadas por dois instrumentos, com um grupo mais numeroso. Os instrumentos que acompanhavam estas danças incluíam: a viela (antepassado da família do violino), o alaúde, flautas doces de vários tamanhos, gaitas de foles, o trompete reto medieval, instrumentos de percussão ( triângulos, sinos, tambores).
Leonen - século XII                                            
Guido d’Arezzo 995/ 1050                                       
Philippe de Vitry 1290 - 1361                               
John Dunstable - 1385/1453           
                                                    

O período da Renascença se caracterizou, na História da Europa Ocidental, sobretudo pelo enorme interesse ao saber e à cultura, particularmente a muitas ideias dos antigos gregos e romanos.
Foi também uma época de grandes descobertas e explorações, em que Vasco da Gama, Colombo, Cabral e outros exploradores estavam fazendo suas viagens, enquanto notáveis avanços se processavam na Ciência e Astronomia.
Os compositores passaram a ter um interesse muito mais vivo pela música profana ( música não religiosa), inclusive em escrever peças para instrumentos, já não usados somente para acompanhar vozes. No entanto, os maiores tesouros musicais renascentistas foram compostos para a igreja, num estilo descrito como polifonia coral ou policoral e cantados sem acompanhamento de instrumentos.
A música renascentista é de estilo polifônico, ou seja, possui várias melodias tocadas ou cantadas ao mesmo tempo.
Música vocal
Na Basílica de São Marcos, em Veneza, havia dois grandes órgãos e duas galerias para coro, situadas em ambos os lados do edifício. Isso deu aos compositores a ideia de compor peças para mais de um coro, chamadas policorais. Assim, uma voz vinda da esquerda é respondida pelo coro da direita e vice versa. Algumas das peças mais impressionantes são as de Giovani Gabrielli ( 1555 - 1612), que escreveu corais para dois e três grupos.
Os Motetos eram peças escritas para no mínimo quatro vozes, cantados geralmente nas igrejas. Os Madrigais eram canções populares escritas para várias vozes e que se caracterizam-se por não ter refrão. De grande sucesso nas Inglaterra do século XVI, passaram a ser cantados nos lares de todas as famílias apaixonadas por música.
Música instrumental
Até o começo do século XVI, os compositores usavam os instrumentos apenas para acompanhar o canto, contudo, durante o século XVI, os compositores passaram a ter cada vez mais interesse em escrever música somente para instrumentos.
Em muitos lares, além de flautas, alaúdes e violas, havia também um instrumento de teclado, que podia ser um pequeno órgão, virginal ou clavicórdio. A maioria dos compositores ingleses escreveu peças para o virginal. No Renascimento surgiram os primeiros álbuns de música, só para instrumentos de teclados.
Muitos instrumentos, como as charamelas, as flautas e alguns tipos de cornetos medievais e cromornes continuavam populares. Outros, como o alaúde, passaram por aperfeiçoamentos.
Cláudio Monteverdi - 1567/ 1643
A palavra Barroco é provavelmente de origem portuguesa, significando pérola ou joia no formato irregular. De início era usada para designar o estilo de arquitetura e da arte do século XVII, caracterizado pelo excesso de ornamentos. Mais tarde, o termo passou a ser empregado pelos músicos para indicar o período da história da música que vai do aparecimento da ópera e do oratório até a morte de J. S. Bach.
A música barroca é geralmente exuberante: ritmos enérgicos, melodias com muitos ornamentos, contrastes de timbres instrumentais e sonoridades fortes com suaves.
Música vocal
Orfeu, do compositor Montiverdi (1567-1643) escrita no ano de 1607 é a primeira grande ópera. Ópera é uma peça teatral em que os papéis são cantados ao invés de falados. A ópera de Montiverdi possuía uma orquestra formada de 40 instrumentos variados, inclusive com violinos, que começavam a tomar lugar das violas.
Alessandro Scarlatti foi o mais popular compositor italiano de óperas. Na França os principais compositores de óperas foram Lully e Rameau .
Nascido na mesma época da ópera, o Oratório é outra importante forma de música vocal barroca. O oratório é um tipo de ópera com histórias extraídas da Bíblia. Com o passar do tempo os oratórios deixaram de ser representados e passaram a ser apenas cantados. Os mais famosos oratórios são os do compositor alemão Haendel (1685-1759), do início do século XVIII: Israel no Egito, Sansão e o famoso Messias e muitos outros.
As Cantatas são oratórios em miniaturas e eram apresentados nas missas.
Música instrumental
Durante o período barroco, a música instrumental passou a ter importância igual à da música vocal. A orquestra passou a tomar forma. No início a palavra ‘orquestra’ era usada para designar um conjunto formado ao acaso, com os instrumentos disponíveis no momento. Mas no século XVII, o aperfeiçoamento dos instrumentos de cordas, principalmente os violinos, fez com que a seção de cordas se tornasse uma unidade independente. Os violinos passaram a ser o centro da orquestra, ao qual os compositores acrescentavam outros instrumentos: flautas, fagotes, trompas, trompetes e tímpanos.
Um traço constante nas orquestras barrocas, porém, era a presença do cravo ou órgão como contínuo, fazendo o baixo e preenchendo a harmonia. Novas formas de composição foram criadas, como a fuga, a sonata, a suíte e o concerto.


Conforme dissemos outrora, algumas pessoas às vezes, usam a expressão ‘música clássica’ considerando toda a música dividida em duas grandes partes: ‘clássica’ e ‘popular’, entretanto, para o estudioso ou musicólogo, a ‘Música Clássica’ tem sentido especial e preciso: é a música composta entre 1751 e 1810.
Música instrumental
A Música Clássica mostra-se refinada e elegante e tende a ser mais leve, menos complicada que a Romântica e seguintes. Os compositores procuraram realçar a beleza e a graça das melodias. A Orquestra está em desenvolvimento. Os compositores deixaram de usar o cravo e acrescentaram mais instrumentos de sopro.
Durante o Período Clássico, a música instrumental passou a ter maior importância que a vocal. Nesta época criou-se a Sonata. É uma obra com vários movimentos para um ou mais instrumentos.
A Sinfonia é, na realidade, uma sonata para orquestra. Seu número de movimentos passam a ser quatro: rápido - lento - Minueto - muito rápido. Haydn, Mozart e Beethoven foram os maiores compositores de sinfonias do Classicismo.
O Concerto consiste em uma composição para um instrumento solista contra a massa orquestral. Tem três movimentos: rápido - lento - rápido.
Muitas obras foram escritas para o piano forte, em geral chamado piano para abreviar. Bartolomeu Cristfori, construtor de cravos italiano, por volta de 1700 já havia concluído a fabricação de pelo menos um destes instrumentos. Enquanto as cordas do cravo são tangidas por bicos de penas, o piano tem suas cordas percutidas por martelos, cuja dinâmica pode ser variada de acordo com a pressão dos dedos do executante. Isso daria ao piano grande poder de expressão e abriria uma série de possibilidades novas.
No começo o piano custou para se tornar popular porque os primeiros modelos eram muito precários. Mas, no final do século XVIII o cravo já havia caído em desuso, substituído pelo piano.
A serviço da alta nobreza, o músico não passava de um criado que, depois de fornecer música para fundo de jantares e conversas, ia jantar na cozinha com os demais empregados da casa. Para agradar seus patrões, precisava seguir as tradições musicais. Em sua obra respeitava e refletia as emoções da corte. A imaginação criadora não seria bem vinda se representasse a quebra das estruturas tradicionais. Haydn aceitou esse trato e cumpriu suas obrigações. Mozart não aceitou estes limites e pagou um preço alto pela obstinação em se manter fiel à seus princípios. As cortes o relegaram ao esquecimento e o deixaram morrer como um mendigo. Beethoven foi o primeiro a decidir que não devia obrigações a ninguém e exigiu ser respeitado como artista. Nascia, com Beethoven, o pensamento romântico.
Carl P. E. Bach 1714 - 1788                                         
Gluck    1714 - 1787                                       
Hayden 1732 - 1809                                          
W. A. Mozart 1756 - 1791                                      
Ludwig Van Beethoven 1770 - 1827                       
Antônio Carlos Gomes

Os compositores clássicos tinham por objetivo atingir o equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade. Os românticos vieram desequilibrar tudo. Eles buscavam maior liberdade de forma, a expressão mais intensa e vigorosa das emoções, frequentemente revelando seus pensamentos mais profundos, inclusive suas dores. Muitos compositores românticos eram ávidos leitores e tinham grande interesse pelas outras artes, relacionando-se estreitamente com escritores e pintores. Não raro uma composição romântica tinha como fonte de inspiração um quadro visto ou um livro lido pelo compositor.
Dentre as muitas ideias que exerceram enorme fascínio sobre os compositores românticos temos: terras exóticas e o passado distante, os sonhos, a noite e o luar, os rios, os lagos e as florestas, as tristezas do amor, lendas e contos de fadas, mistério, a magia e o sobrenatural. As melodias tornam-se apaixonadas, semelhantes à canção. As harmonias tornam-se mais ricas, com maior emprego de dissonâncias.
Durante o Romantismo houve um rico florescimento da canção, principalmente do Lied ( ‘canção’ em alemão) para piano e canto. O primeiro grande compositor de Lieder ( plural de Lied ) foi Schubert .
As óperas mais famosas hoje em dia são as românticas. Os grandes compositores de óperas do Romantismo foram os italianos Verdi e Rossini e na Alemanha, Wagner. No Brasil, destaca-se Antônio Carlos Gomes com suas óperas O Guarani, Fosca, O Escravo, etc.
A orquestra cresceu não só em tamanho, mas também em abrangência. A seção dos metais ganhou maior importância. Na seção das madeiras adicionou-se o flautim, o clarone, o corne inglês e o contrafagote. Os instrumentos de percussão ficaram mais variados.
O Concerto romântico usava grandes orquestras; e os compositores, agora sob o desafio da habilidade técnica dos virtuoses, tornavam a parte do solo cada vez mais difíceis.
Até a metade do século XIX, toda a música fora dominada pelas influências alemãs. Foi quando compositores de outros países, principalmente os russos, passaram a ter a necessidade de criar a sua música. Inspiravam-se nas músicas folclóricas e lendas de seus países. É o chamado Nacionalismo Musical.
No século XIX o piano passou por diversos melhoramentos. Quase todos os compositores românticos escreveram para o piano, mas os mais importantes foram: SchubertMendelssohnChopinSchumannLiszt e Brahms. Embora em meio às obras destes compositores se encontrem sonatas, a preferência era para peças curtas e de forma mais livre.
Havia uma grande variedade, entre elas as danças como as valsas, as polonaises e as mazurcas , peças breves como o romance, a canção sem palavras, o prelúdio, o noturno, a balada e o improviso.
Outro tipo de composição foi o Étude (Estudo), cujo objetivo era o aprimoramento técnico do instrumentista. Com efeito, durante esta época houve um grande avanço nesse sentido, favorecendo a figura do Virtuoso: músico de concerto, dotado de uma extraordinária técnica. Virtuosos como o violinista Paganini e o pianista Liszt eram admirados por plateias assombradas.
Sergei V. Rachmaninov - 1873/1943               
Louis Hector Berlioz - 1803/1869                  
F.Schubert 1797 - 1828                                       
F. Mendelssohn 1809 - 1847                             
F. Chopin 1810 - 1849                                         
R. Schumann 1810 - 1856                       
F.Liszt 1811 - 1886                                             
R. Wagner 1813 - 1883                                        
Tchaikovsky 1840 - 1893          


A história da música no século XX constitui uma série de tentativas e experiências que levaram a uma série de novas tendências, técnicas e, em certos casos, também a criação de novos sons, tudo contribuindo para que seja um dos períodos mais empolgantes da história da música.
Enquanto a música nos períodos anteriores podia ser identificada por um único e mesmo estilo, comum a todos os compositores da época, no século XX ela se mostra como uma mistura complexa de muitas tendências. A maioria das tendências compartilham uma coisa em comum: uma reação contra o estilo romântico do século XIX. Tal fato fez com que certos críticos descrevessem a música do século XX com "anti-romântica". Dentre as tendências e técnicas de composição mais importantes da música do século XX encontram-se:
Impressionismo
Nacionalismo do Séc. XX
Expressionismo
Música Concreta
Serialismo
Música Eletrônica
Influências do Jazz
Neoclassicismo
Música Aleatória
Atonalidade


No entanto, se investigarmos melhor estas composições, encontraremos uma série de características ou marcas de estilo que permitem definir uma peça como sendo do século XX. Por exemplo:
Melodias: São curtas e fragmentadas, angulosas, em lugar das longas sonoridades românticas. Em algumas peças, a melodia pode ser inexistente.
Ritmos: Vigorosos e dinâmicos, com amplo emprego dos sincopados; métricas inusitadas, como compassos de cinco e sete tempos; mudança de métrica de um compasso para outro, uso de vários ritmos diferentes ao mesmo tempo.
Timbres: A maior preocupação com os timbres leva a inclusão de sons estranhos, intrigantes e exóticos; fortes contrastes, às vezes até explosivos; uso mais enfático da seção de percussão; sons desconhecidos tirados de instrumentos conhecidos; sons inteiramente novos, provenientes de aparelhagens eletrônicas e fitas magnéticas.
Sergei Prokofiev- 1891/1953                        
Marlo Nobre de Almeida - 1939/                                
Francisco Mignone - 1897/1986                                 
Edino Krieger                                                          
Cézar Guerra Peixe - 1914/1993                                
Radamés Gnatalli - 1906/1988                          
Alberto Evaristo Ginatera - 1919/1983                         
Oscar Lorenzo Fernandez - 1897/1948                       
C. Debussy 1862 - 1918                                             
M. Ravel 1875 -1937 -                                          
B. Bartók 1881 - 1945-                                                   
A. Berg 1885 - 1945 -                                                      
FONTE : oliver.psc.br



E como está a música no Brasil do século XXI?

IBOPE fez um estudo junto as principais capitais e regiões metropolitanas e concluiu que 73% da população ouviram rádio nos últimos 7 dias. Alem de traçar o perfil dos ouvintes brasileiros, o instituto ainda divulgou os ritmos de música que são mais tocados no País. Confira os dez mais:
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1.     Sertanejo: 58% dos entrevistados ouviram este nos últimos 7 dias

2.     MPB: 47%

3.     Samba/Pagode: 44%

4.     Forró: 31%

5.     Rock: 31%

6.     Música Eletrônica: 29%

7.     Música Gospel: 29%

8.     Axé: 26%

9.     Funk: 17%

10.   Country: 12%
Fonte: IBOPE

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OPINIÃO DE UM CONHECIDO COMPOSITOR E CANTOR BRASILEIRO
 “É só sertanejo, pagode. O Brasil emburreceu devido à monocultura",  
diz Guilherme Arantes

..."Existe esse cenário de balada em um país infantilizado como Brasil, um país que perdeu a profundidade. Agora é uma coisa rasa, é só festa. É só sertanejo, pagode. É só cana, laranja e boi. O Brasil emburreceu devido à monocultura", disse.
O raciocínio do compositor se alongou em mais de uma hora de conversa, em que ele teorizou que a monotonia invadiu não só as paradas de sucesso, mas todo o país. Na parte cultural, no entanto, algo começou a mudar quando um grupo de "excluídos", que antes consumiam o que "a TV aristocrata produzia", passou a determinar o dial da rádio e o tema das novelas.
"Trinta anos depois, eu dou o troco. O rock masculino ficou para trás, hoje são um bando de homem chato e machista. A transgressão mais forte foi a feminina"http://img.uol.com.br/materia-modulos/fecha_aspas.gif
"Foi uma inserção no mercado de uma massa de excluídos. São goianos, são sertanejos, é o mundo da agro música. Houve essa inclusão das festas populares. Você tem a ascensão de uma classe média negra, que é quando surge o pagode; da classe média baiana, que dá no axé; de Goiânia com o sertanejo, e agora com o Pará", explicou.
Mas, segundo ele, a inserção é natural. "O Brasil canta música brasileira,  antes de mais nada. O que é criticável é o pragmatismo desse mundo globalizado. Nós temos regiões do país onde ninguém sabe quem é Milton Nascimento"....
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Artigo sobre música brasileira

Erika de Souza Bueno*
Quarta-feira, 29 de outubro de 2014


As músicas de hoje são, em sua maioria, destinadas apenas à dança. Mas nem sempre foi assim. Já houve tempos em que elas se valiam mais de suas vibrações para transmitir conteúdos que as palavras, sozinhas, não eram capazes de passar.
Entre uma nota e outra, até mesmo o silêncio denunciava a angústia de inúmeras pessoas que tiveram seus gritos de socorro sufocados durante períodos obscuros da história do Brasil. Elas, as poderosas músicas, já foram capazes de atrair multidões que lutavam pela liberdade e pelo fim de um regime cruel, traduzindo em belíssimas melodias os pensamentos de toda uma nação.
A falta de bons equipamentos nunca foi capaz de impedir a voz daqueles que a utilizavam como protesto, estimulando vidas que se deixavam desgastar em prol da liberdade de tantas outras. As palmas, os assobios e os clamores invadiam as ruas e formavam música como nunca antes tinha sido ouvida, deixando profundas marcas na pele e no coração daquelas pessoas.
Como um poderoso produto cultural, a música chegou aos nossos dias com características muito diferentes do que pode ser observado na história brasileira. Os tempos mudaram, é fato, mas ainda há muito para se lutar. É preciso tomar as rédeas e valorizar todos os benefícios que foram conquistados para nós.
Com conteúdos destinados apenas para dar prazer ao corpo por meio da dança, a música de hoje parece abandonar as suas inegáveis potencialidades. Mas não é nada com ela, e sim com aqueles que a produzem, visando atingir o maior número de pessoas possível. E atingem. As pessoas hoje se satisfazem com apenas um ritmo dançante, não se preocupando com o conteúdo e, muito menos, com a função inicial da música.
Ela é uma das grandes marcas de um tempo, de uma época, de uma sociedade, e, por isso, merece ser mais bem-composta, mais bem-apreciada, pois é uma das grandes representações do nosso amado Brasil. Mas quem gritará por ela? Quem rogará por canções que denunciem as mazelas de tantos brasileiros que parecem esquecidos pelo poder público? A educação, certamente, pois é nela que a criança, o jovem e o adulto têm a oportunidade de refletir sobre tudo o que os envolve diariamente.
No caminho para a casa, ao ir à padaria da esquina, ao ligar a televisão, ao passar por alguma loja no centro da cidade, enfim, a todo o momento todos nós estamos envolvidos pela música. Esta, a exemplo do que aconteceu no passado, precisa fazer valer as suas mais altas qualidades e características.
Unidos, sons, silêncios, vozes, instrumentos e vibrações podem produzir sensações como as de um guerreiro, o qual não se curva diante das formas impostas por políticas desumanas. Um guerreiro como tantos outros que lutaram pela liberdade de que hoje desfrutamos, liberdade que, infelizmente, tem sido muito utilizada de modo equivocado.
A música, com todo o seu potencial, precisa assumir-se novamente em suas funções para a promoção do bem, da paz, da alegria e, enfim, da real liberdade.
* Erika de Souza Bueno, editora do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br),

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Compilação de artigo da internet, blog DEMUSICABOA:

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
A música brasileira dos dias de hoje e sua triste realidade!
A indústria musical hoje no Brasil busca novidades que agradam ao ouvido da população e da mídia em geral. Mas o que leva a uma grave preocupação é que a boa música de algumas décadas atrás foi praticamente esquecida pelas gravadoras e trocada por produções de baixa qualidade musical, que facilmente agrada os ouvintes atualmente. 

Composições vazias e sem conteúdo relevante é o que gera lucro para os empresários da música, logo o espaço que poderia ser divulgado novos talentos e relembrado grandes clássicos são exclusivos de artistas com qualidade musical totalmente limitada. Isso sem levar em consideração também o fato de que, músicos que possuem obras superiores tecnicamente, ou em qualquer outra questão, ficam sem espaço na grande mídia. Estes acabam restritos aos fãs mais fieis e a alguns ouvintes que buscam obras bem produzidas, os quais são, obviamente, mais sensatos que os adoradores do baixo nível.

Se for preciso citar alguns gêneros que entopem as rádios e emissoras de TV com lixos industriais, com certeza o faremos. Qualquer pessoa que consiga compreender algo totalmente básico em uma obra artística e não a aprecie apenas superficialmente, logo perceberá que o Funk brasileiro, o chamado Sertanejo Universitário, entre outros, espalham músicas sem nenhum conteúdo relevante. Porém o que acontece? A grande massa gera lucro para estilos como estes, deixando grandes composições de MPB e do velho Rock Nacional, principalmente da década de 70 e 80, cada vez mais esquecidos e menos valorizados.
 

Artistas que produzem “enlatados”, ou seja, obras que já vêm prontas e são fáceis de engolir, ganham inúmeros prêmios, como de melhor banda, melhor música, melhor cantor etc. E os dinossauros da música brasileira estão sendo fortemente abandonados por grande parte do público e pela mídia.

É necessário ressaltar também que o capitalismo além de matar muitas pessoas, está matando e quer enterrar, sem piedade, a boa música. Esta afirmação existe baseada principalmente em uma concepção, um dos fatores primordiais deste sistema, o dinheiro. Atualmente as gravadoras se preocupam essencialmente com o lucro, ao invés da qualidade das obras. Esta triste realidade acaba fazendo com que os artistas fiquem sem opções de escolha, em outras palavras, ou você aceita que o mais importante na música hoje é o lucro, ou contente-se com a cena underground.
 

Felipe Ferraz

Comentário de um internauta anônimo:
Como vemos no artigo acima, a musica brasileira fica pior a cada dia, o autor do artigo encontrou muitos dos motivos que levaram a musica nacional a se tornar tão ruim, mas se esqueceu de um deles, a péssima educação publica oferecida pelo pais. Afinal, em um pais onde 66% dos universitários são analfabetos funcionais, outros 14% de toda a população nem se quer sabem ler e escrever, fica difícil cobrar um minimo se sensatez e busca por obras bem produzidas.


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Conclusão

É interessante conhecer como a música evoluiu tanto nos séculos passados e como agora, no Brasil  no século XXI, está tão medíocre, sendo que as músicas populares, principalmente no Brasil, são de muito mau gosto e os ritmos mais difundidos pela mídia são: sertanejo universitário(?), funk, rap e  axé. 
Uma grande contribuição para a mediocridade realmente tem a ver com a falta de cultura de nossos jovens. 
Culpa deles? 
Evidentemente que não.
A televisão, o rádio e os meios de comunicação em geral não contribuem em nada para a formação cultural de nosso povo, eles só trabalham em função do lucro.
Nos currículos escolares não encontramos, pelo menos na rede pública, a música ou o canto como matéria regular. Onde existe esta matéria, o que é raro, não existem professores nem ambiente e instrumentos adequados. 
A falta de difusão cultural nas escolas é frustrante. Nossas crianças e nossos jovens não recebem conhecimentos nessa área tão importante, inclusive porque os professores em geral são muito despreparados, ganham pouco e trabalham muito.
Temos que repensar a Educação, temos que refazer os currículos das escolas, temos que preparar melhor e pagar melhor àqueles que educam nossas crianças para a vida.

No setor Gospel, de músicas evangélicas, notamos um crescimento do número de artistas profissionais e ritmos variados.

Eu, particularmente como cristão não acho isso bom.

As igrejas deveriam ter seus levitas, as pessoas deveriam se preparar para louvar e adorar ao nosso Deus sem buscar enriquecimento ou fama.

Sabemos que Deus não admite a idolatria, então, é ruim para os crentes terem seus ídolos, terem cantores e cantoras aos quais eles idolatram. 

É algo muito polêmico, porque  estes cantores estão propagando a Palavra de Deus e dando testemunho, ganhando almas para Jesus, mas no momento em que são idolatrados pelos crentes, Deus não se agrada.

Deve-se repensar até onde deve chegar esta indústria de musica gospel, para que a busca do lucro e da fama não incentive e torne medíocres os louvores, para que ritmos inadequados não invadam as igrejas e os lares dos cristãos.

É correto louvar a Deus em ritmo de rap?  Em ritmo de axé? Em ritmo de sertanejo? Em ritmo de rock and roll? Será que Deus gosta disso?

Devemos, enquanto cristãos, meditar sobre isso e pedir a direção de Deus para não cairmos em erro, para não nos atolarmos na idolatria inconsciente.

Tratar com as coisas de Deus é algo muito sério. 

Deus exige reverência.

Não nos esqueçamos da passagem onde durante o transporte inadequado e sem reverencia da arca da aliança o filho do sacerdote Abinadabe morreu  instantaneamente.  (1CRÕNICAS 6.E então Davi com todo o Israel subiu a Baalá de Quiriate-Jearim, que está em Judá, para fazer subir dali a arca de Deus, o SENHOR que habita entre os querubins, sobre a qual é invocado o seu nome. 7.E levaram a arca de Deus, da casa de Abinadabe, sobre um carro novo; e Uzá e Aió guiavam o carro. 8.E Davi e todo o Israel, alegraram-se perante Deus com todas as suas forças; com cânticos, e com harpas, e com saltérios, e com tamborins, e com címbalos, e com trombetas. 9.E, chegando à eira de Quidom, estendeu Uzá a sua mão, para segurar a arca, porque os bois tropeçavam. 10.Então se acendeu a ira do SENHOR contra Uzá, e o feriu, por ter estendido a sua mão à arca; e morreu ali perante Deus.)

Não nos esqueçamos que Eli e seus filhos morreram por não terem reverência com o trato das coisas de Deus
(1 SAMUEL 12.Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não conheciam ao SENHOR. 13.Porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote, com um garfo de três dentes em sua mão; 14.E enfiava-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava, o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló. 15.Também antes de queimarem a gordura vinha o moço do sacerdote, e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; porque não receberá de ti carne cozida, mas crua. 16.E, dizendo-lhe o homem: Queime-se primeiro a gordura de hoje, e depois toma para ti quanto desejar a tua alma, então ele lhe dizia: Não, agora a hás de dar, e, se não, por força a tomarei. 17.Era, pois, muito grande o pecado destes moços perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR.)
Não nos esqueçamos que Herodes Agripa I, rei em Jerusalém, morreu assentado no trono, diante de seu povo por não dizer glórias a Deus (irreverência, insubmissão).
(ATOS DOS APÓSTOLOS 12  21.E num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes fez uma prática. 22.E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem.  23.E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou.  24.E a palavra de Deus crescia e se multiplicava.).

O temor ao Senhor é o princípio de toda sabedoria.

"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento".  Provérbios 9:10

Vigiai e orai,  Jesus está voltando. Aquele que permanecer firme na fé e 
na Palavra até o fim, será salvo.


MISSIONÁRIO VIRTUAL Geraldo de Deus     2014 outubro 29













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